Mano analisa “medalhões” e alfineta técnico do Atlético/MG

Em um evento realizado ontem na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, Tite, Marcelo Bielsa e Fábio Capello estiveram presentes e debateram o cenário atual do esporte mais disputado em todo mundo. Bielsa, o argentino conhecido como “El Loco”, falou sobre a nova geração de treinadores e aqueles considerados “medalhões”.

Mano Menezes, técnico do Cruzeiro, participou nesta manhã do programa “Redação Sportv”. O comandante da Celeste foi questionado sobre as diferenças de uma geração para a outra. Mano discorda da tese de que os novos conceitos da bola sejam atribuídos somente aqueles que estejam iniciando a carreira. Para exemplificar a sua opinião, ele relembrou a decisão do Campeonato Mineiro.

Sempre se mostrou trabalho. Essa confusão, às vezes até intencional que se faz, de querer polarizar as coisas, porque agora temos técnicos jovens e os outros não são tão bons, tem que ter calma na análise das coisas. Acabamos de jogar uma final do Campeonato Mineiro onde tínhamos um técnico mais experiente (Mano, de 54 anos) e um técnico mais jovem (Roger Machado). E na reta final da competição, principalmente nos últimos jogos, o técnico mais jovem escolheu colocar três volantes para igualar a decisão. Então, calma”, declarou ele.

Mano acredita que é necessário tomar muito cuidado ao abordar o tema. Para ele, independente se for velho ou novo, o importante é destacar o trabalho que está sendo realizado. Na sua ótica, todos são capazes de utilizar novos métodos.

A gente tem que respeitar o futebol, o futebol é jogado, vencido e perdido de muitas maneiras, e é bom ter um pouco de calma com esses modismos. Sempre se trabalhou muito. Não conheço nenhum técnico  campeão brasileiro que não tenha feito um trabalho muito árduo para conseguir isso, seja ele mais jovem ou mais experiente”.

“Se há renovação, e é bom que haja, é salutar para o futebol brasileiro e para os técnicos, a gente tem que saber valorizar quem faz um bom trabalho. Todo treinador que fizer um bom trabalho, seja ele mais pra cá ou mais pra lá, certamente o campeão trabalha muito“, destacou.

Aceitar tudo o que vem do Velho Continente?

Mano também se mostra contrário a valorização exacerbada ao modelo europeu de jogar futebol. “Nem tudo que vem de lá (Europa) tem que fechar os olhos e seguir. Talvez esse seja o maior equívoco, se voltar para a filosofia europeia e querer imitar sem questionar”.

Na sua visão, a seleção de Tite tem um papel importante no resgaste da essência do principal esporte no país.

O Brasil tem uma escola de futebol e essa escola se tornou vencedora no mundo toda e reconhecida como uma maneira de jogar, que nos últimos anos se perdeu um pouco. Atrás dessa recuperação que estamos trabalhando. Novamente tem um padrão e acho que esses passos que estamos dando caminham nessa direção. A seleção brasileira tem um papel importante nisso, sempre foi a maior referência no país, e a está em franca recuperação. É um caminho que começa de novo a se encontrar“, finaliza Mano.

Após perder a final do Estadual no último domingo, o Cruzeiro agora volta as suas atenções para a Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira, a Raposa encara o Nacional, do Paraguai, às 19h15 (horário de Brasília), no estádio Defensores del Chaco. Com a vitória por 2 a 1, em Belo Horizonte, o time brasileiro precisa apenas de um empate para avançar na competição.

Fonte: Torcedores.com